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Slow Fashion é falta de estilo, será?

Slow Fashion é falta de estilo, será?

Durante anos, o conceito de moda foi automaticamente associado ao consumismo desenfreado. No início de cada estação, revistas, jornais e demais meios de comunicação ainda divulgam (ou ditam?) uma tendência diferente: cores, acessórios, roupas, calçados, tecidos, estampas e esmaltes. Haja dinheiro para acompanhar e comprar tanta novidade!

No sentido oposto à gastança sem fim e desnecessária com roupas, surgiu a consciência em torno da sustentabilidade e da mão de obra empregada na indústria da moda. Afinal, há pessoas que trabalham em condições desumanas e precárias nesse meio. Todos esses fatores convergiram para o surgimento de um novo movimento que minimiza o consumismo e seus impactos negativos: o slow fashion.

Slow-Fashion
Slow fashion é o movimento que minimiza o consumismo e seus impactos

Ao contrário do que muitos pensam, slow fashion não tem nada a ver com falta de estilo ou mau gosto. Pelo contrário: é sobre buscar ser estilosa comprando menos, no brechó físico ou online ou usando aquelas peças de anos atrás que continuam em bom estado. Por que não customizar aquela peça mais antiga? Afinal, a moda é cíclica e vai e vem. Seguir os ditames deixa de ser obrigatório; cool mesmo é criar sua própria moda.

Embora rótulos possam ser pejorativos e até mesmo ofensivos, os autênticos hipsters têm muito a ensinar. Por andarem na contramão do mainstream, não são vítimas da moda, não adotam atitudes consumistas e não descartam roupas e acessórios no final de cada estação. Em vez de priorizar grandes marcas, compram de nichos, brechós ou de pequenos e médios empreendimentos. Além disso, buscam referências no passado – não há nada mais vintage do que pegar aquele vestido da mamãe ou da vovó e customizá-lo.

Slow-Fashion
Ser acumulador é over

Há profissionais que trabalham no fluxo do slow fashion. Giovanna Nader, consultora de branding e marketing há quatro anos, fundou o Projeto Gaveta amparado no conceito de clothing swap no Brasil, ou seja, incentiva as pessoas a trocarem entre si roupas que não usam mais. Ainda neste sentido, movimentos como “armário-cápsula” reúnem pessoas em grupos do Facebook que evitam entulhos e atitudes acumuladoras em prol de comprar apenas o necessário.

Infelizmente, o consumismo está atrelado à acumulação de coisas, roupas e demais itens, o que acaba abarrotando armários e tornando a vida mais confusa e desorganizada. Por isso, cada vez mais surgem iniciativas sustentáveis tanto para o meio ambiente como para o bolso.  Em outras palavras: consumismo é over e anda fora de moda. Chique mesmo é ser sustentável e fazer parte desse movimento que vem com tudo, o slow fashion.