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Qualidade de Vida

De repente, 60! Roberta Zampetti reinventa a velhice por meio de projeto multiplataforma

Quando a jornalista, relações-públicas e apresentadora de TV, Roberta Zampetti se viu às vésperas do seu 60º aniversário, quase entrou em parafuso. Nada mais natural. Afinal, para o senso-comum, a terceira idade ainda representa o fim da linha, certo? Não para Roberta.

Decidida, a comunicóloga – um dos rostos mais conhecidos da TV mineira, diga-se de passagem – resolveu mostrar para o mundo que há muita coisa boa a ser vivida depois dos 60, sim.

Desde 2015, ela une seus conhecimentos e experiências de vida e jornalísticas para impulsionar o projeto Sou 60. Transbordante, a iniciativa se faz presente por meio de blog, programa de TV (transmitido pela Rede Minas e disponível pelo YouTube), ciclo de palestras e produtos associados.

O feito mais recente do projeto foi o lançamento do livro Sou 60, que movimentou o auditório da Cemig, em Belo Horizonte, no mês de novembro. Fruto de diversas entrevistas com idosos e especialistas, além de pesquisas e viagens, a obra original era de uma proporção enciclopédica e passou por uma redução. Em tom coloquial, Roberta Zampetti, além de depoimentos de terceiros, narra passagens de sua própria vida.

Com 62 anos bem-vividos, Roberta Zampetti já construiu muito, tanto na vida pessoal como na profissional, mas não se dá por satisfeita. Inquieta, agora ela quer deixar outro legado para o mundo: reinventar a velhice, além de desfazer crenças limitantes sobre essa fase da vida e escancarar algumas verdades. Confira! 

Expectativa de (qualidade de) vida

“Estamos vivendo mais: da década de 40 para cá ganhamos mais de 30 anos de vida. A questão é: que qualidade estamos tendo nesses anos a mais? Decidi mergulhar nesse universo e estou me sentindo muito bem. Arrisco dizer que estou bem melhor agora. Há muita vida após os 60”.

Preocupação com o futuro  

“Estamos envelhecendo rapidamente e vejo que não há uma consciência disso. Em 2025 seremos um dos países mais velhos do mundo e isso vai impactar a sociedade. Não vejo as cidades se adaptando aos mais vividos. Um exemplo são as calçadas malcuidadas. Paradoxalmente, elas são da responsabilidade do dono do imóvel, enquanto o poder público é responsável pelas vias onde passam os veículos. Ora, somos todos pedestres”.

Jornalista Roberta Zampetti. – Foto Leo Lara/Árvore de Comunicação

Respeito e atitude
“A questão do culto à juventude é uma construção social que pode e deve ser transformada. E precisa. Em três décadas, no Brasil, haverá mais pessoas com mais de 60 anos do que com menos de 16. E o velho tem muita responsabilidade nisso. Quando não aceitar mais a desvalorização, a exploração (muito comum), a infantilização e o descaso, as coisas vão mudar. Vai demorar, mas acredito na mudança”. Afirma Roberta Zampetti

Legado
“Quero fazer a minha parte de forma responsável. Tenho entrevistado muita gente e ido a muitos lugares. Me interessa saber como vive o idoso, o que pensa e o que quer. Como anda sua autonomia e empoderamento – termo que anda desgastado, mas que define bem que o velho precisa se autovalorizar e se sentir valorizado. Até o último minuto, podemos ser útil ao mundo. Quero deixar um legado, ser lembrada como uma pessoa que pelo menos tentou melhorar alguma coisa”.

Ilha da longevidade

“Fui à Sardenha, ilha italiana, saber por que há tantos centenários lá e por quê homens e mulheres têm a mesma expectativa de vida. Eles são valorizados pela comunidade e pela família. As festas tradicionais não perderam espaço e a alimentação é orgânica. Comem muito queijo de cabra e bebem vinhos fabricados na região, sem aditivos. Doces e carnes vermelhas? Só em dias de festas. Eles estão felizes onde estão, sabem que não irão conhecer o Brasil, por exemplo, e valorizam a vida que têm”.

Tempo de realizar

“Fui conversar com velhos analfabetos, a maioria mulheres, que estão na escola aprendendo a ler e a escrever. As histórias são semelhantes: vivendo no interior, as mulheres eram impedidas de frequentar a escola porque não podiam aprender a escrever cartas de amor. Aprendi com elas que nunca é tarde para realizar um sonho. E reforça meu mantra: envelhecer é aprender”.

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Sophie Gusmão

Te contarei tudo sobre: Estilo de Vida

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